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junho 19, 2017

Momento Leitura - Dom Quixote

Momento de Abril e Maio/2017



Olá perambulantes!
Sentiram minha falta semana passada?
Pois é... o trabalho aqui está complicado e como não tenho sinal de internet na Caverna Real, algumas vezes não consigo postar e interagir. Infelizmente!

O livro terminado em Maio foi começado em Abril, ou seja, leitura atrasada novamente.
Escolhi o título de acordo com o desafio proposto no grupo Skoob:
Para saber como funciona este desafio, basta clicar na imagem.
O tema de Abril era Clássicos e, mais uma vez, recorri à pilha do marido.


Dom Quixote de La Mancha
Autor: Miguel de Cervantes
Editora: Revan
Ano: 2005
Páginas: 224

Sinopse:
D. Quixote é obra fundadora e magistral da literatura moderna. “Os maiores nomes da criação novelística posteriores a Cervantes confessaram sua dívida para com esse texto inesgotável”, lembrava o escritor argentino Juan José Saer. 
Diz Gullar, na apresentação do livro: “Lido inicialmente como uma sátira às novelas de cavalaria andante, o livro tornou-se, com o passar dos séculos, uma das obras mais significativas da literatura universal, reveladora de sentimentos, paixões, fraquezas e grandezas do ser humano, tendo fecundado todos os campos da criação artística – além da própria literatura, o teatro, a poesia, a música, a pintura, o cinema – e influenciado romancistas e teatrólogos, pintores e cineastas.  Mas não se limitou a isso: extrapolou os limites da literatura e da arte para fazer-se presente em cada momento da vida de todos nós. Os seus dois protagonistas, Dom Quixote e Sancho Pança, tornaram-se símbolos e protótipos de figuras humanas e de suas atitudes na vida real. A expressão quixotismo incorporou-se ao vocabulário de todas as línguas para designar o comportamento daqueles que sobrepõem a fantasia à realidade, o idealismo às conveniências.”
Gullar extraiu o melhor sumo do conteúdo literário e humanista dos cinco volumes da edição original da obra e, numa linguagem moderna e fluida, a tornou mais acessível aos leitores de nosso tempo. As ilustrações de Gustave Doré também serão um deleite para os leitores. Dom Quixote certamente vai seguir a trilha do êxito obtido por Ferreira Gullar no tratamento de dois outros clássicos da literatura – Fábulas de La Fontaine e As mil e uma noites.

Opinião Bruxal:
Sabe quando você lê uma sinopse e já se imagina na época e com vontade de ler o clássico? Acontece muitas vezes comigo.
Conheço há muito tempo D. Quixote e Sancho Pança – de ouvir falar e de ver trabalhos artesanais –, mas a oportunidade de ler o clássico chegou só agora.

Nunca achei graça na sandice alheia. Pelo contrário, me entristece e enche de compaixão. Foi isso que senti  por D. Quixote ao ler sobre suas “loucuras”.
O curioso é que tudo começou porque este fidalgo Quixada ou Quesada  (segundo os diferentes autores), que vivia num lugar da Mancha, lia muito (Ui! Não quero ficar assim!) livros de cavalaria e então decidiu que seria um cavaleiro.
Após arranjar um nome digno para seu magro cavalo – Rocinante -, se intitulou Dom Quixote de La Mancha.
E como todo cavaleiro andante sem amores é como corpo sem alma, pois é diante de sua amada que se devem prostrar os malfeitores por ele derrotados, se lembrou de uma jovem lavradora de ótima aparência por quem andou algum tempo enamorado, sem que ela soubesse – Aldonza Lorenzo. Para que se ajustasse à condição de princesa e grã-senhora, Dom Quixote lhe batizou de Dulcineia del Toboso (já que nascera em Toboso).

Após suas primeiras aventuras terminadas em surras, D. Quixote volta para casa socorrido por um vizinho.  Descansado e tranquilo durante duas semanas, decidiu chamar um lavrador seu vizinho, a quem persuadiu a tornar-se seu escudeiro – Sancho Pança, que pela promessa de ganhar uma ilha para governar, abandou mulher e filhos.

A partir daí, D. Quixote e Sancho começam suas aventuras, sempre regadas à visões fantásticas e distorcidas do fidalgo, que terminavam em surras e pancadarias (e me enchia de compaixão!).
Apesar da “loucura” de um que sonhava e do outro que acompanhava, os dois personagens são cheios de nobreza e decência, refletindo pureza. Infelizmente, ninguém entendia os delírios de Dom Quixote e muitos se aproveitavam da dupla.
Sancho Pança, por sua simplicidade e sabedoria conquistou todo um povo e D. Quixote, mesmo derrotado, sempre manteve a dignidade e honra. 

Sem spoiller, as páginas finais mostram como os atos de uma pessoa, realmente deixam marcas, definindo-a.

Recomendo esta aventura!

"Mudar o mundo, meu amigo Sancho,
não é loucura, não é utopia,
é justiça!"






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